Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Sergipe por Augusto Riedel (1836 -?)

Considerado um dos mais talentosos fotógrafos paisagistas dos oitocentos, o alemão Augusto Riedel (1836-?) foi proprietário de um estúdio fotográfico à rua Direita nº 24, em São Paulo (Diário de São Paulo, de 1º de outubro de 1865, na primeira coluna), na década de 1860, e na rua Cassiano, 41, no Rio de Janeiro, entre 1875 e 1877. De sua produção, restaram 40 imagens do álbum Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868 – que se tornou um dos trabalhos clássicos da documentação fotográfica do século XIX no Brasil. O duque de Saxe, dom Luis Augusto de Saxe Coburgo e Gotha, era genro do imperador Pedro II, marido da princesa Leopoldina, e Augusto Riedel fez parte da comitiva da expedição. A presença do nome do fotógrafo na capa do álbum indica que ele já devia ser bastante conhecido e que provavelmente devam existir outras fotos dele ainda hoje não amplamente reconhecidas.

Thumbnail

Augusto Riedel. Parte da Cachoeira de Paulo Affonso: rio S. Francisco, 1868-1869. Cachoeira de Paulo Afonso, Alagoas / Acervo FBN

A viagem durou meses e foram percorridos os estados de Minas Gerais, onde foram retratadas as cidades de Ouro Preto, Mariana, Sabará, Diamantina (e suas minas de diamantes), Lagoa Santa e o primeiro vapor do rio das Velhas, além das minas de Morro Velho; vistas do rio São Francisco, que levaram os viajantes até Penedo, em Alagoas; Sergipe e, finalmente, Bahia, último estado visitado pela expedição. São possivelmente os mais antigos registros fotográficos dessas regiões do Brasil.  O itinerário percorrido sugere um grande interesse do grupo em geologia e em assuntos relativos à mineração. No Diário do Rio, de 10 de agosto de 1868, há uma homenagem à visita dos príncipes à Diamantina.

Em 1976, algumas das fotografias de Riedel foram incluídas na exposição “Pioneer Photographers of Brazil”, realizada no Inter-American Relations, em Nova York, e no livro homônimo, onde os autores Weston Naef e Gilberto Ferrez  ressaltam que há na obra do fotográfo “um senso sutil das nuanças da composição pictórica capaz de transformar um tema banal num manifesto acerca dos abusos cometidos pelo ser humano contra a natureza”. Também comparam seu trabalho ao do fotógrafo paisagista irlandês Timothy O´Sullivan (1840-1882) que, na mesma época em que Riedel participava dessa viagem pelo Brasil, trabalhava no Arizona, em Nevada, no Colorado e no Novo México, na primeira expedição oficial para o oeste dos Estados Unidos após a Guerra Civil norte-americana (1861-1865).

Anos depois, várias dessas imagens feitas por Riedel foram apresentadas na Exposição de História do Brasil de 1881-1882, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, um dos mais importantes eventos da historiografia nacional (Catálogo da Exposição de História do Brasil 1881-2, vol.2, páginas 1415, 1416, 1422, 1456, 1508 e 1612). A exposição, realizada sob a direção de Ramiz Galvão (1846-1938), foi aberta pelo imperador dom Pedro II, em 2 de dezembro de 1881, quando o soberano completou 56 anos (Gazeta de Notícias, de 3 de dezembro de 1881, na terceira coluna sob o título “Exposição da História do Brazil”). 

Diversas vistas de Riedel foram incluídas pelo barão do Rio Branco (1845-1912) no Album de vues du Brésil, considerada a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do Império e de suas riquezas. Trazia também fotografias de Marc Ferrez, Insley Pacheco e Lindemann, dentre outros. Foi publicado em Paris durante a realização da Exposição Universal de 1889.

Pouco se sabe da biografia de Augusto Riedel e todos os livros e sites consultados pela Brasiliana Fotográfica afirmam ou levam em conta a possibilidade de ele ser filho do botânico Ludwig Riedel (1790-1861) – que participou da missão científica comandada pelo barão Georg Heinrich von Langsdorff (1774-1852), percorrendo cerca de 17 mil quilômetros no Brasil entre os anos de 1822 e 1829. Em “O olhar distante – a paisagem brasileira vista pelos grandes artistas estrangeiros 1637-1998″, de Pedro Corrêa do Lago, e no livro “Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX”, de Pedro Vasquez, a dúvida em relação a essa filiação foi levantada. Uma notícia do jornal O Globo, de 10 de novembro de 1874, na quarta coluna da página 4, parece esclarecer essa questão:

“Augusto Riedel, empregado na casa dos Srs. Leuzinger & Filhos, e filho do falecido botanico Dr. Luiz Riedel, declara, por causa de duvidas, que nada tem de afinidade com Augusto Riedel, photographo, e que de hora em diante, assignar-se-ha – Augusto Fernando Riedel“.

riedel

O Globo, 10 de novembro de 1874

Ainda na consulta a jornais, a Brasiliana resgatou duas notícias sobre Frederico Augusto Riedel, nome com o qual, de acordo com a Enciclopédia Itaú Cultural, Riedel é às vezes chamado. Em 1876, teria se naturalizado brasileiro (Diário do Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1876, terceira coluna, sob o título “Noticiário”) e, em 17 de novembro de 1877, teria partido do Brasil no paquete “Habsburg”, com destino a Bremen, na Alemanha (Gazeta de Notícias, de 18 de novembro de 1877, na quinta coluna sob o título “Sahidas do dia 17″).

 

Galeria das fotografias de Augusto Riedel

Link para todas as fotografias de Augusto Riedel disponíveis na Brasiliana Fotográfica 

 

Além de pesquisas em inúmeros jornais, as fontes consultadas foram:

 

KOSSOY, Boris. Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&b.

LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.

LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. Os fotógrafos do Império. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il

FERREZ, Gilberto.  A fotografia no Brasil : 1840-1900. 2a. ed. Rio de Janeiro: Funarte: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985. (História da fotografia no Brasil, 1)

FERREZ, Gilberto;NAEF, Weston J. Pioneer photographers of Brazil : 1840-1920. New York: The Center for Inter-American Relations, 1976.

TURAZZI, Maria Inez. Poses e trejeitos : a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839-1889. Rio de Janeiro: Funarte: Rocco, 1995 (Coleção luz & reflexão,4)

VASQUEZ, Pedro. O Brasil na fotografia oitocentista/ [pesquisa e texto]Pedro Karp Vasquez; [reproduções fotográficas Cesar Barreto, Rosa Gauditano].–São Paulo: Metalivros, 2003.

VASQUEZ, Pedro. Dom Pedro II e a fotografia no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Cia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.

VASQUEZ, Pedro. Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX. São Paulo: Metalivros, 2000.

Site da Biblioteca Nacional Digital

Site da Enciclopédia Brasiliana Guita e José Mindlin

Site da Enciclopédia do Itaú Cultural

Site do Instituto Moreira Salles

 

Aracaju – 160 anos de fundação

Bandeira de Aracaju

 A capital de Sergipe, Aracaju, que significa cajueiro dos papagaios, completou, em 2015, 160 anos. Fundada em 17 de março de 1855, é a menos populosa capital do nordeste do Brasil.

A Brasiliana Fotográfica homenageia a cidade e oferece a seus leitores fotografias da capital sergipana feitas no início da década de 30 do século passado. Fazem parte do Álbum photographico de Aracaju, publicado pela Casa Amador, e que integra o acervo da Fundação Biblioteca Nacional. São registros fotográficos que mostram as principais ruas e avenidas, os grupos escolares, a Assembleia Legislativa, a Chefatura de Polícia, o aquário, o matadouro, estátuas, hospitais, jardins e outros aspectos da cidade.

Aracaju, uma das primeiras cidades brasileiras planejada, foi edificada para atender a necessidades do estado de Sergipe, que precisava de um porto para melhor escoar seus produtos. Inácio Joaquim Barbosa (1821-1855), primeiro presidente da Província de Sergipe Del Rey, transferiu oficialmente, em 2 de março de 1855, a capital de São Cristóvão para o novo povoado portuário que se erguia na foz do rio Sergipe. Em 17 de março do mesmo ano, Inácio Barbosa apresentou o projeto que elevaria o povoado de Santo Antônio de Aracaju à categoria de cidade. Matérias no Correio Mercantil, de 22 de março de 1955, na segunda coluna; e no Diário de Pernambuco, de 5 de maio de 1955 , sob o título “Interior”, comentam a decisão. Foi Inácio Barbosa que contratou o engenheiro Sebastião José Basílio Pirro para planejar a cidade, que foi construída formando quarteirões simétricos que lembravam um tabuleiro de xadrez.

Links para uma homenagem do escritor e jornalista sergipano Joel Silveira (Diário de Notícias, 23 de março de 1955), para a crônica “Aracaju centenária”, de Alvarus de Oliveira (Diário da Tarde, 12 de maio de 1855), e para uma matéria sobre a história de Aracaju (Revista da Semana, de 30 de abril de 1955), na ocasião da comemoração dos 100 anos da cidade, em 1955.

Para saber mais sobre a história de Aracaju, acesse a Biblioteca do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Brasão de Aracaju

 

Galeria de Aracaju

A Revolta da Armada

“Grave notícia se espalhou desde manhã cedo pela cidade: uma parte da força armada da nação se sublevara, e havia uma greve assustadora na estrada de ferro Central.

Nem tudo isso era verdade. Os sucessos ocorridos na estrada não tinham a gravidade que se anunciava; mas era certo que a esquadra se achava em atitude francamente hostil ao governo”.

Assim a Gazeta de Notícias, de 7 de setembro de 1893, iniciava a matéria sobre a Revolta da Armada, rebelião da última década do século XIX, que evidenciou algumas das cisões da então incipiente República brasileira.

A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores registros fotográficos desse acontecimento produzidos pelo importante fotógrafo Marc Ferrez (1843-1923), que foi fotógrafo da Marinha brasileira, e pelo espanhol Juan Gutierrez (?-1897), que chegou ao Brasil, provavelmente, na década de 1880, e foi um dos últimos profissionais que recebeu o título de Photographo da Caza Imperial, em 1889.

Galeria da Revolta da Armada

 

Acessando o link para as fotografias da Revolta da Armada disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.

 

Um pouco da história da Revolta da Armada

As origens da Revolta da Armada remontam a novembro de 1891 (Gazeta de Notícias, de 5 de novembro de 1881, na primeira coluna), quando o marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), primeiro presidente do Brasil, fechou o Congresso Nacional por não conseguir negociar com as bancadas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, estados produtores de café. Sob a liderança do contra-almirante Custódio de Mello (1840 – 1902), unidades da Marinha se sublevaram e ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro. Vinte dias depois, em 23 de novembro, Deodoro renunciou e o vice-presidente, marechal Floriano Peixoto (1839-1895), assumiu a presidência (Gazeta de Notícias, de 24 de novembro de 1891). Porém, não convocou eleições presidenciais conforme previa a Constituição em vigor. Foi acusado de ocupar ilegalmente a presidência.

Em 1892, ocorreu o primeiro movimento de oposição: 13 oficiais-generais divulgaram um manifesto exigindo a convocação de eleições. Os líderes do movimento foram presos e parte deles foi mandada para o interior do estado do Amazonas, na cidade de Tabatinga (Diário de Notícias, 23 de abril de 1892, sob os títulos “Manifesto” e “Habeas Corpus”).

Em  6 de setembro de 1893, um grupo de oficiais da Marinha, liderados pelo ministro da Marinha e da Guerra, o contra-almirante Custódio de Mello (1840 – 1902), que pretendia se candidatar à sucessão de Floriano Peixoto, voltou a se rebelar. Iniciava-se assim a Revolta da Armada, na Baía de Guanabara, com os navios Aquidabã, Javari, TrajanoRepública. Custódio de Mello divulgou um manifesto acusando o governo de ter “armado brasileiros contra brasileiros” e de ter iludido “a Nação, abrindo com mão sacrílega as arcas do erário público a uma política de suborno e corrupção”(Gazeta de Notícias, 8 de setembro de 1893, na quinta coluna). Também fazia parte do grupo o almirante Eduardo Wandenkolk (1838 – 1902), que havia sido ministro da Marinha do governo de Deodoro da Fonseca e que, um ano antes, havia sido um dos oficiais presos por ter assinado o manifesto dos 13 generais.  Além das acusações contra a política de Floriano Peixoto, os oficiais da Marinha também se ressentiam de seu desprestígio em relação aos oficiais do Exército.

Em 13 de setembro, os fortes fluminenses, em poder do Exército, começaram a ser bombardeados (Gazeta de Notícias, 14 de setembro de 1893, sob o título “A Revolta”). A frota das forças rebeldes era formada por embarcações da Marinha de Guerra e por navios civis de empresas brasileiras e estrangeiras.

Links para a Revista Illustrada, de outubro de 1893, página 4 e página 7.

Na Marinha os revoltosos eram maioria, porém enfrentavam forte oposição no Exército, onde milhares de jovens aderiam aos batalhões que apoiavam o presidente Floriano. As elites dos estados, principalmente a de São Paulo, também eram favoráveis a Floriano.

Na madrugada de 1º de dezembro, Custódio de Mello, no Aquidabã, seguido do República e de cruzadores auxiliares, foi para o sul para unir-se aos federalistas (O Paiz, 2 de dezembro de 1893, sob o título “A Revolta”). Na época acontecia a Revolução Federalista, uma disputa entre os federalistas (maragatos) e republicanos (pica-paus), esses últimos apoiados por Floriano. Os federalistas A cidade de Desterro, como se chamava então a capital de Santa Catarina, foi dominada pelos revoltosos.

 

Juan Gutierrez. Ilha das Cobras, c. 1893. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN

 

Em 7 de dezembro, o contra-almirante Luís Filipe Saldanha da Gama (1846 – 1895), então diretor da Escola Naval, aderiu ao movimento, assumindo o comando dos revoltosos no Rio de Janeiro, dando início à segunda fase da Revolta da Armada (Gazeta de Notícias, 15 de dezembro de 1893, na segunda coluna). A essa altura, os rebelados contavam com pouca munição e não dispunham de víveres. A Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras, foi praticamente destruída pelas tropas legalistas e, em 9 de fevereiro de 1894, quando os rebelados, sob o comando de Saldanha da Gama, desembarcaram na Ponta da Armação, em Niterói, foram derrotados. Também foram vencidos na Ilha do Governador (Gazeta de Notícias, 10 de fevereiro de 1894, sob o título “A Revolta”).

Niterói, que era a capital do estado do Rio de Janeiro, teve seus sete fortes bombardeados. Em 20 de fevereiro de 1894 , a sede do governo foi então transferida para Petrópolis, cidade serrana fora do alcance dos canhões da Marinha (Gazeta de Petrópolis, 24 de fevereiro de 1894). Niterói só voltaria a sediar a capital em 1903.

O governo federal havia adquirido navios de guerra, que foram apelidados de “frota de papelão”. O comando dessa esquadra foi entregue ao almirante Jerônimo Gonçalves (1835 – 1903), veterano da Guerra do Paraguai. Em março de 1894, com o apoio do Exército e do Partido Republicano Paulista (PRP), a Revolta da Armada foi sufocada ( O Paiz, 14 de março de 1894Gazeta de Notícias, 16 de março de 1894). Os rebeldes se asilaram nos navios portugueses Mindelo e Afonso de Albuquerque, terminando a segunda fase da revolta.

A Revolução Federalista continuava no sul, para onde Saldanha da Gama e seus homens foram conduzidos. Custódio de Mello havia tomado o porto de Paranaguá e estava unido ao líder federalista Gumercindo Saraiva (1852 – 1894). Tomaram a cidade da Lapa e as tropas do governo deslocaram-se para o sul. Em 16 de abril de 1894, o encouraçado Aquidabã, dos revoltosos, foi torpedeado, em Santa Catarina, pela torpedeira Gustavo Sampaio, comandada pelo tenente Altino Flavio de Miranda Correia (Gazeta de Notícias, 18 de abril de 1894, sob o título “A Revolta”).

No cruzador República, Custódio de Mello, comandando quatro navios mercantes e dois mil homens, tentou, sem sucesso, desembarcar na cidade do Rio Grande. Foi derrotado pelas tropas do governo de Julio de Castilhos. Os revolucionários da Armada estavam vencidos. Custódio refugiou-se na Argentina, onde entregou os navios (Diário de Notícias, 23 de abril de 1894). Segundo o historiador Helio Silva, o fim da terceira e última fase da Revolta da Armada aconteceu com a morte de Saldanha da Gama, em 25 de junho de 1895, em Campo Osório, no Rio Grande do Sul (Gazeta de Notícias, 26 de junho de 1895).

 

Floriano Peixoto ficou conhecido como “Marechal de Ferro” e governou até 15 de novembro de 1894, quando foi sucedido por Prudente de Morais, primeiro presidente civil do Brasil.

O Decreto nº 310, de 21 de outubro de 1895, anistiou “todas as pessoas que directa ou indirectamente se tenham envolvido nos movimentos revolucionarios occorridos no territorio da Republica até 23 de agosto do corrente anno, com as restricções que estabelece”(Gazeta de Notícias, de 22 de outubro de 1895, sob o título “Amnistia”). Custódio de Mello e outros oficiais envolvidos na Revolta da Armada  retornaram ao Brasil (Gazeta de Notícias, de 24 de outubro de 1895, sob o título “Telegrammas”, e Gazeta de Notícias, de 31 de outubro de 1895, no topo da segunda coluna). Chegaram no Rio de Janeiro em 6 de novembro (Gazeta de Notícias, de 7 de novembro de 1895, na terceira coluna).

 

Para a elaboração desse resumo da Revolta da Armada, a Brasiliana Fotográfica pesquisou diversos jornais, além do Atlas da Fundação Getúlio Vargas, e dos livros A Revolta da Armada, de Hélio Leôncio Martins, Nasce a República 1888-1894, de Hélio Silva, e “Coleção História Naval Brasileira”.

Correio IMS

A Brasiliana Fotográfica convida seus leitores para uma visita ao Correio IMS, onde estão publicadas duas cartas que o jurista, escritor e jornalista Rui Barbosa (1849-1923) – opositor de Floriano Peixoto, que o considerava o mentor intelectual da Revolta da Armada – escreveu para sua esposa, Maria Augusta Viana Bandeira (1855-1949), na época da rebelião:

“As “delícias” de ser preso”, de 7 de setembro de 1893

“Não sei como ainda vivo!”, de 19 de setembro de 1893

A Brasiliana Fotográfica faz um agradecimento especial ao Departamento de História da Marinha, à cientista social Roberta Zanatta e ao arquiteto Bruno Buccalon. 

Andrea C. T. Wanderley

Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica