Alberto Henschel (Berlim, 13 de junho de 1827 – Rio de Janeiro, 30 de junho de 1882)

Alberto Henschel (Berlim, 13 de junho de 1827 – Rio de Janeiro, 30 de junho de 1882)

No mês de junho são celebradas as datas de nascimento e de morte do berlinense Alberto Henschel, um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil na segunda metade do século XIX. Pode ser considerado pioneiro no Brasil como empresário da fotografia, pois chegou a ter quatro estabelecimentos: o primeiro em Recife (1866), o segundo em Salvador (provavelmente em 1868) e os últimos no Rio de Janeiro (1870) e em São Paulo (1882). Dedicou-se com talento aos retratos, às paisagens e às imagens etnográficas, tendo se destacado nos retratos de mulheres africanas e afro-descendentes. Também fotografou vários membros da família real no Brasil.

Alberto Henschel (Berlim, 13 de junho de 1827 – Rio de Janeiro, 30 de junho de 1882)

No mês de junho são celebradas as datas de nascimento e de morte do berlinense Alberto Henschel, um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil na segunda metade do século XIX. Pode ser considerado pioneiro no Brasil como empresário da fotografia, pois chegou a ter quatro estabelecimentos: o primeiro em Recife (1866), o segundo em Salvador (provavelmente em 1868) e os últimos no Rio de Janeiro (1870) e em São Paulo (1882). Dedicou-se com talento aos retratos, às paisagens e às imagens etnográficas, tendo se destacado nos retratos de mulheres africanas e afro-descendentes. Também fotografou vários membros da família real no Brasil.

Fotografia e namoro

Fotografia e namoro

Imagens de casais enamorados como nos habituamos a ver ao longo do século XX até nossos dias não são frequentes na história da fotografia do século XIX e do início do novecentos. A Brasiliana Fotográfica convidou Elvia Bezerra, coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles, para escrever sobre uma imagem de um casal de camponeses produzida pelo fotógrafo gaúcho Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 – 1937). O portal também selecionou mais uma fotografia de um casal de camponeses e outras dos casais reais formados por dom Pedro II (1825 – 1891) e dona Teresa Cristina (1822 – 1889) e pela princesa Isabel (1846 – 1921) e Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (1842 – 1922). Todas revelam, em maior ou menor grau, afeto, cumplicidade e companheirismo. Foram produzidas por Alberto Henschel (1827 – 1882), Byrne & Co, Vincenzo Pastore (1865 – 1918) e por fotógrafos ainda não identificados. E assim a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia dos Namorados.

A Brasiliana Fotográfica, o Dia da Abolição da Escravatura e Machado de Assis na Missa Campal

Para lembrar os 130 anos da Abolição da Escravatura com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 – acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822 – , a Brasiliana Fotográfica sugere a leitura de todos os textos já publicados no portal que de alguma forma contemplaram o evento. Um deles trouxe a descoberta, realizada pela pesquisadora Andrea Wanderley, editora-assistente do portal, da presença do escritor Machado de Assis (1839 – 1908) na missa campal realizada no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1888. A escravidão no Brasil foi documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além do país ter sido o último das Américas a abolir a escravatura. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente.

Gastão de Orleáns, o conde d´Eu ( Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 – Oceano Atlântico 28/08/1922)

A Brasiliana Fotográfica apresenta uma seleção de registros de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu. São imagens produzidas pelos fotógrafos Alberto Henschel (1827 – 1882), Arsênio da Silva, Christiano Jr. & Pacheco, Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912), Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) e por fotógrafos ainda não identificados. Neto do rei Luís Filipe I de França, Gastão de Orleáns, o conde d´Eu, tornou-se príncipe imperial consorte do Brasil quando uniu-se à princesa Isabel (1846 – 1921), filha de d. Pedro II (1825 – 1891) e dona Teresa Cristina (1822 – 1889). Casaram-se em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, em cerimônia celebrada por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil. Ele faleceu, em 1922, quando retornava ao Brasil após cerca de 33 anos de exílio.

O fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 – 30/01/1924)

A Brasiliana Fotográfica destaca a obra de um dos fotógrafos preferidos da corte brasileira, o português José Ferreira Guimarães (1841-1924), inventor do relâmpago Guimarães, que chegou ao Brasil, provavelmente, com 11 anos e começou sua carreira, no Rio de Janeiro, em 1862. Além disso, as historiadoras Maria do Carmo Rainho e Claudia Heynemann, do Arquivo Nacional, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica, escreveram sobre as imagens produzidas pelo fotógrafo pertencentes ao acervo do Arquivo Nacional e que estão disponíveis no portal.

“Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios”, por Pedro Vasquez

A Brasiliana Fotográfica agradece a participação, certamente a primeira de uma série, do escritor e fotógrafo Pedro Karp Vasquez que comenta, no artigo “Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios”, sobre uma imagem produzida pelo fotógrafo Moritz (Maurício) Lamberg, em Recife, Pernambuco, em torno de 1880. A exemplo dessa e de outras contribuições já realizadas no portal por colaboradores de destaque nos campos da História Social e da Fotografia, a Brasiliana deseja, cada vez mais, tornar-se uma plataforma de convergência da importante produção intelectual nessas áreas.

Novos acervos: Arquivo Nacional

No mês de seu aniversário de dois anos, a Brasiliana Fotográfica está disponibilizando acervos de novas instituições que se integraram ao portal. Dessa vez, apresentamos o Arquivo Nacional com o artigo “O Arquivo Nacional e a Brasiliana Fotográfica: primeiro encontro”, de autoria das historiadoras Claudia Heynemann e Maria do Carmo Rainho.

Brasiliana Fotográfica: dois anos

O portal Brasiliana Fotográfica, uma iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, completa hoje dois anos com mais de 10 milhões de visualizações e mais de 6 milhões de pesquisas realizadas. Nesse período, foram publicados 90 artigos, que fornecem um panorama da fotografia no Brasil desde as suas origens no século XIX até as primeiras décadas do século XX. Ainda em seu primeiro ano, no blog do portal, tivemos uma publicação de relevância histórica: a presença de Machado de Assis (1839 – 1908) na fotografia da Missa Campal pela comemoração da abolição da escravatura (de autoria de Antônio Luiz Ferreira), realizada em 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão. Novos acervos aderiram à Brasiliana Fotográfica – Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha e o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, de Leipzig, Alemanha – e ainda nesse ano o Arquivo Nacional, o Museu da República e a Casa de Oswaldo Cruz – Fiocruz integrarão o portal!

Registros da Guerra do Paraguai (1864 – 1870)

A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores registros de aspectos da Guerra do Paraguai (1864 – 1870), o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Porém sua iconografia fotográfica é escassa, apesar da importância do evento e do fato de que na época já existia um bom número de fotógrafos atuando no continente. São imagens de autoria de Agostinho Forni, Carlos Cesar, Bate & CA, Frederico Trebbi, José Ferreira Guimarães e de outros fotógrafos ainda não identificados. Retratam aspectos de várias cidades como Assunção e Humaitá, a batalha de 18 de julho, casas de militares, a casa de Elisa Lynch (1835 – 1886), acampamentos militares, igrejas, estações de ferro e hospitais, dentre outros.