O fotógrafo francês Jean Victor Frond (1821 – 1881) e o “Brasil Pitoresco”

O fotógrafo francês Jean Victor Frond ( 1821-1881) chegou ao Brasil, em outubro de 1856 e, entre 1858 e 1860, possuiu um estúdio fotográfico no Rio de Janeiro. Foi o autor das imagens do Brasil Pitoresco, primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860). Segundo Pedro Vasquez, foi o “mais ambicioso trabalho fotográfico realizado no país, durante o século XIX”. No Brasil Pitoresco foram publicadas fotografias produzidas por Frond, entre 1858 e 1860, que se tornaram reproduções litográficas. A obra de Frond, segundo Boris Kossoy, reforçava a ideologia do exotismo, “marcante nos relatos e crônicas dos viajantes europeus que percorreram o Brasil no século XIX” e integrava a presença dos escravos de forma suave às paisagens e às edificações, “através de composições idealizadas e estetizantes”.

O fotógrafo francês Jean Victor Frond (1821 – 1881) e o “Brasil Pitoresco”

O fotógrafo francês Jean Victor Frond (1821 – 1881) e o “Brasil Pitoresco”

O fotógrafo francês Jean Victor Frond ( 1821-1881) chegou ao Brasil, em outubro de 1856 e, entre 1858 e 1860, possuiu um estúdio fotográfico no Rio de Janeiro. Foi o autor das imagens do Brasil Pitoresco, primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860). Segundo Pedro Vasquez, foi o “mais ambicioso trabalho fotográfico realizado no país, durante o século XIX”. No Brasil Pitoresco foram publicadas fotografias produzidas por Frond, entre 1858 e 1860, que se tornaram reproduções litográficas. A obra de Frond, segundo Boris Kossoy reforçava a ideologia do exotismo, “marcante nos relatos e crônicas dos viajantes europeus que percorreram o Brasil no século XIX” e integrava a presença dos escravos de forma suave às paisagens e às edificações, “através de composições idealizadas e estetizantes”.

Os cinco anos da Brasiliana Fotográfica

A Brasiliana Fotográfica completa cinco anos de existência com 38.437.165 acessos! O portal promove nesse contexto atual da pandemia do coronavírus um debate relacionando urbanismo, saúde pública e a história da cidade do Rio de Janeiro e das grandes metrópoles brasileiras, temas frequentes de nossas publicações. Com a participação do historiador Jaime Benchimol, da pneumologista Margareth Dalcolmo e do arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik será realizado no dia 17 de abril de 2020, às 17h30m, um encontro virtual que será disponibilizado on-line ao vivo para o público, gratuitamente, no canal de facebook do Instituto Moreira Salles. A mediação será feita por Sérgio Burgi (IMS) e Joaquim Marçal (BN), curadores do portal, e pela historiadora Aline Lopes de Lacerda, da Fiocruz.

Festa das Artes e da Indústria – Segunda Exposição Nacional, 1866

As historiadoras Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica são as autoras do artigo “Festa das Artes e da Indústria – Segunda Exposição Nacional, 1866″. As exposições nacionais eram vistas como oportunidades para servir à “causa do progresso” e nessa edição o já renomado pintor Victor Meirelles presidiu o júri da seção de fotografia e em seu relatório apresentou uma história da fotografia e a descoberta dos vários processos técnicos que contribuíram para dar maior nitidez e perfeição às imagens.

A princesa Isabel (RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921) pelas lentes de importantes fotógrafos do século XIX

Ao longo de sua vida, a princesa Isabel, aniversariante de hoje, foi retratada por diversos e destacados fotógrafos do século XIX. A Brasiliana Fotográfica reuniu alguns desses registros, produzidos pelo alemão Alberto Henschel(1827 – 1882) & Benque, pelo pernambucano Arsênio da Silva (1833 – 1883), pelo português Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912), pelo carioca Marc Ferrez (1843 – 1923), pelo francês Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) e por fotógrafos ainda não identificados.

Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX

A exposição de uma cópia do quadro “Sono de antíope”, do pintor renascentista italiano Correggio (c. 1439 – 1534), na galeria do fotógrafo francês Alfred Ducasble, causou polêmica no Recife, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 – 1889) publicou, no Diário de Pernambuco de 27 de junho de 1885, uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma nudofobia.

Os Arcos da Lapa e os bondes de Santa Teresa

Importante obra arquitetônica do período colonial do Brasil, os Arcos da Lapa, inaugurados em 1750 e situados no bairro da Lapa, um dos redutos da boemia carioca, são um dos símbolos mais importantes do Rio de Janeiro Antigo e também um dos mais famosos cartões postais da cidade. A partir de 1896, passaram a ser utilizados como viaduto para os também famosos bondes de ferro da Companhia de Carris Urbanos, meio de acesso do centro ao charmoso bairro de Santa Teresa, que se tornou um dos pólos artísticos da cidade e destino de milhares de turistas. Tanto os Arcos da Lapa como os bondes de Santa Teresa foram registrados por importantes fotógrafos, dentre eles Augusto Malta (1864 – 1957), Georges Leuzinger (1813 – 1892), Marc Ferrez (1843 – 1923) e também por anônimos. As imagens dos Arcos da Lapa foram popularizadas no livro Brasil Pitoresco (1861), primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens produzidas pelo francês Jean Victor Frond (1821 – 1881), entre 1858 e 1860.

A Brasiliana Fotográfica, o Dia da Abolição da Escravatura e Machado de Assis na Missa Campal

Para lembrar os 130 anos da Abolição da Escravatura com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 – acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822 – , a Brasiliana Fotográfica sugere a leitura de todos os textos já publicados no portal que de alguma forma contemplaram o evento. Um deles trouxe a descoberta, realizada pela pesquisadora Andrea Wanderley, editora-assistente do portal, da presença do escritor Machado de Assis (1839 – 1908) na missa campal realizada no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1888. A escravidão no Brasil foi documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além do país ter sido o último das Américas a abolir a escravatura. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente.

Gastão de Orleáns, o conde d´Eu ( Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 – Oceano Atlântico 28/08/1922)

A Brasiliana Fotográfica apresenta uma seleção de registros de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu. São imagens produzidas pelos fotógrafos Alberto Henschel (1827 – 1882), Arsênio da Silva, Christiano Jr. & Pacheco, Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912), Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) e por fotógrafos ainda não identificados. Neto do rei Luís Filipe I de França, Gastão de Orleáns, o conde d´Eu, tornou-se príncipe imperial consorte do Brasil quando uniu-se à princesa Isabel (1846 – 1921), filha de d. Pedro II (1825 – 1891) e dona Teresa Cristina (1822 – 1889). Casaram-se em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, em cerimônia celebrada por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil. Ele faleceu, em 1922, quando retornava ao Brasil após cerca de 33 anos de exílio.

O pintor Victor Meirelles e a fotografia

Na semana do Dia Internacional da Fotografia, comemorado anualmente no dia 19 de agosto, a Brasiliana Fotográfica lembra um texto escrito pelo renomado pintor brasileiro, Victor Meirelles (1832 – 1903), na ocasião em que foi jurado da seção “Fotografia”, da II Exposição Nacional de 1866. Nele, o pintor deixou claro seu amplo conhecimento sobre o assunto, desde sua história até as peculiaridades dos processos fotográficos já desenvolvidos. Com sua apreciação, Meirelles incentivou o diálogo entre a fotografia e a pintura.