Os Arcos da Lapa e os bondes de Santa Teresa

Importante obra arquitetônica do período colonial do Brasil, os Arcos da Lapa, inaugurados em 1750 e situados no bairro da Lapa, um dos redutos da boemia carioca, são um dos símbolos mais importantes do Rio de Janeiro Antigo e também um dos mais famosos cartões postais da cidade. A partir de 1896, passaram a ser utilizados como viaduto para os também famosos bondes de ferro da Companhia de Carris Urbanos, meio de acesso do centro ao charmoso bairro de Santa Teresa, que se tornou um dos pólos artísticos da cidade e destino de milhares de turistas. Tanto os Arcos da Lapa como os bondes de Santa Teresa foram registrados por importantes fotógrafos, dentre eles Augusto Malta (1864 – 1957), Georges Leuzinger (1813 – 1892), Marc Ferrez (1843 – 1923) e também por anônimos. As imagens dos Arcos da Lapa foram popularizadas no livro Brasil Pitoresco (1861), primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens produzidas pelo francês Jean Victor Frond (1821 – 1881), entre 1858 e 1860.

A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882

Uma das marcas do período compreendido entre meados do século XIX e o início do século XX é a realização de exposições internacionais. Embora mais modesta do que outras mostras internacionais, no que se referia às dimensões e ao número de países participantes, a realização da Exposição Continental de Buenos Aires inseria-se nessa tendência. A historiadora Maria do Carmo Rainho, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é a autora do artigo A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, que o portal publica hoje para seus leitores.

A fundação de Niterói

A Brasiliana Fotográfica destaca 23 imagens para celebrar o aniversário de Niterói, cidade do estado do Rio de Janeiro, fundada em 22 de novembro de 1573. São registros produzidos pelos fotógrafos Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? – 19?), Augusto Stahl (1828 – 1877), Georges Leuzinger (1813 – 1892), Jorge Kfuri (1893 – 1965), Juan Gutierrez (c. 1860 – 1897), Marc Ferrez (1843 – 1923) e S.H. Holland (1883 – 1936). Niterói foi a capital do estado do Rio de Janeiro de 1834 até 1975, quando aconteceu a fusão dos estados do Rio e da Guanabara.

A Pedra da Gávea

Um dos cartões-postais mais bonitos do Rio de Janeiro, a Pedra da Gávea fica localizada entre as praias de São Conrado e da Barra da Tijuca. Sua beleza não passou despercebida pelos fotógrafos do século XIX. A Brasiliana Fotográfica destaca os registros da Pedra da Gávea produzidos por Augusto Malta (1864 – 1957), Georges Leuzinger (1813 – 1892), José Baptista Ferreira Vianna (1860 – 1925) e Marc Ferrez (1843 – 1923).

Aquedutos do Rio de Janeiro

Com uma seleção de fotografias produzidas por Augusto Malta (1864 – 1957), Georges Leuzinger (1813 – 1892), Marc Ferrez (1843 – 1923), Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) e por Editores & propriedade de Rodrigues & Co, a Brasiliana Fotográfica destaca imagens de aquedutos pertencentes aos acervos do Arquivo Nacional, do Instituto Moreira Salles, da Leibniz-Institut für Länderkunde e da Fundação Biblioteca Nacional, que integram o portal.

O pintor Victor Meirelles e a fotografia

Na semana do Dia Internacional da Fotografia, comemorado anualmente no dia 19 de agosto, a Brasiliana Fotográfica lembra um texto escrito pelo renomado pintor brasileiro, Victor Meirelles (1832 – 1903), na ocasião em que foi jurado da seção “Fotografia”, da II Exposição Nacional de 1866. Nele, o pintor deixou claro seu amplo conhecimento sobre o assunto, desde sua história até as peculiaridades dos processos fotográficos já desenvolvidos. Com sua apreciação, Meirelles incentivou o diálogo entre a fotografia e a pintura.

Abram-Louis Buvelot (Suíça, 03/03/1814 – Austrália, 30/05/1888)

Suíço, nascido em Morges, o pintor e fotógrafo Abram-Louis Buvelot, chegou ao Brasil, em 1835, e foi o primeiro fotógrafo no Brasil a receber o real patrocínio de um monarca quando, em 8 de março de 1851, d. Pedro II autorizou o uso das armas imperiais na fachada do estabelecimento fotográfico Buvelot & Prat, fundado em torno de 1845. Foi agraciado por d.Pedro II com o título de Cavaleiro da Imperial Ordem do Rosa. Buvelot tornou-se um dos grandes pintores paisagistas da Austrália.

Brasiliana Fotográfica: dois anos

O portal Brasiliana Fotográfica, uma iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, completa hoje dois anos com mais de 10 milhões de visualizações e mais de 6 milhões de pesquisas realizadas. Nesse período, foram publicados 90 artigos, que fornecem um panorama da fotografia no Brasil desde as suas origens no século XIX até as primeiras décadas do século XX. Ainda em seu primeiro ano, no blog do portal, tivemos uma publicação de relevância histórica: a presença de Machado de Assis (1839 – 1908) na fotografia da Missa Campal pela comemoração da abolição da escravatura (de autoria de Antônio Luiz Ferreira), realizada em 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão. Novos acervos aderiram à Brasiliana Fotográfica – Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha e o Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, de Leipzig, Alemanha – e ainda nesse ano o Arquivo Nacional, o Museu da República e a Casa de Oswaldo Cruz – Fiocruz integrarão o portal!

Uma homenagem aos 452 anos do Rio de Janeiro: o Corcovado e o Pão de Açúcar

A beleza e a vocação exibicionista fez do Rio de Janeiro personagem constante de muitas fotografias desde o século XIX. Na data de aniversário de sua fundação, a Brasiliana Fotográfica presta uma homenagem à cidade maravilhosa com uma seleção de registros do Corcovado, onde fica o Cristo Redentor, e do Pão de Açúcar. São seus principais pontos turísticos e marcas registradas da cidade. As imagens são de autoria de Alberto Henschel (1827 – 1882), Antonio Caetano da Costa Ribeiro, Augusto Malta (1864 – 1957), Augusto Stahl (1828 – 1877), F. Antunes, Georges Leuzinger (1813 – 1892), Jorge Kfuri (1892/3? – 1965), José Augusto de Paiva Meira, José Baptista Barreira Vianna (1860 – 1925), Juan Gutierrez (c. 1860 – 1897), Marc Ferrez (1843 – 1923), Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886), S.H. Holland (1883 – 1936), Thiele e da firma LTM.

O Passeio Público do Rio de Janeiro

Concorrido ponto de encontro da população carioca nos séculos XVIII e XIX, o Passeio Público foi tema de importantes fotógrafos. A Brasiliana Fotográfica selecionou imagens do parque produzidas por Augusto Malta (1864 – 1957), Camillo Vedani (18? – 1888), Georges Leuzinger (1813 – 1892), Jorge Kfuri (? – 1965) e Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886). Construído entre 1779 e 1783, localiza-se no centro histórico do Rio de Janeiro, entre a Lapa e a Cinelândia, e foi concebido pelo mineiro Valentim da Fonseca e Silva, mais conhecido como Mestre Valentim (c. 1745 – 1813), um dos maiores artistas do período colonial brasileiro.