Zumbi dos Palmares (Alagoas,1655 – Alagoas, 20 de novembro de 1695)

Antônio Parreiras - Zumbi 2.jpg

Zumbi (1927), pintura de Antonio Parreiras (1860 – 1937) / Acervo do Museu Antonio Parreiras, Niterói

A Brasiliana Fotográfica homenageia Zumbi dos Palmares (1655-1695), considerado um dos símbolos da luta contra a escravidão no Brasil, com a publicação de uma galeria de tipos negros fotografados, em torno de 1869, na Bahia e em Pernambuco, por Alberto Henschel (1827-1882). Esses registros fotográficos integram o acervo do Leibniz-Institut für Laenderkul (1), primeira instituição internacional a se tornar parceira da Brasiliana Fotográfica.

O quadro retratando Zumbi (ao lado) é de Antonio Parreiras (1860-1937). Tanto o fotógrafo Alberto Henschel como o pintor já foram temas da Brasiliana Fotográfica.

O dia da morte de Zumbi, 20 de novembro, é comemorado em todo o Brasil como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A data foi criada, em 2003, e instituída oficialmente em âmbito nacional com a lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. É feriado oficial em mais de mil cidades brasileiras.

Zumbi nasceu, em 1655, em uma das aldeias do Quilombo dos Palmares, uma comunidade formada por escravos fugitivos. O quilombo, o maior do período colonial brasileiro, localizava-se na região da Serra da Barriga, na Capitania de Pernambuco, atual região de União dos Palmares, em Alagoas. Foi capturado, no quilombo, ainda criança, pelos soldados da expedição comandada por Brás da Rocha Cardoso, e entregue ao padre português Antônio Melo, do distrito de Porto Calvo, Alagoas. Foi batizado, aprendeu português e latim, e recebeu o nome de Francisco.

Aos 15 anos, fugiu e voltou para o Quilombo dos Palmares. Posteriormente, tornou-se o líder da comunidade, substituindo seu tio, Ganga Zumba (c. 1630 – 1678). A capital de Palmares foi destruída, em 1694, e Zumbi foi ferido. Traído por um dos seus principais comandantes, Antônio Soares, foi morto em 20 de novembro de 1695, na serra de Dois Irmãos, local de seu esconderijo. Foi esquartejado e sua cabeça foi cortada e exposta na praça do Carmo, em Recife.

Há uma grande bibliografia sobre Zumbi e o Quilombo dos Palmares. Nem sempre os estudos apontam para a mesma direção.

Galeria de tipos negros fotografados por Alberto Henschel

Tipos negros fotografados por Alberto Henschel disponíveis na Brasiliana Fotográfica que pertencem ao acervo do Leibniz-Institut für Länderkunde

(1) O conjunto de 460 imagens do Brasil produzidas até 1900 pertencentes ao acervo do Leibniz-Institut für Länderkunde foi, mediante convênio, incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles por meio da digitalização das fotos em alta resolução. A instituição, sediada na cidade de Leipzig,  reúne o mais importante acervo de fotografia brasileira do século XIX  na Alemanha, em especial pelas imagens reunidas na coleção Stübel.

O geólogo alemão Moritz Alphons Stübel (1835 – 1904) viajou, entre 1868 e 1877, pela América do Sul com o também geólogo Wilhelm Reiss (1838 – 1908), que retornou um ano antes para a Alemanha. Stübel formou uma importante coleção de fotografias, composta originalmente por quase duas mil imagens. A “Collection Alphons Stübel”, a maior coleção de fotografias sul-americanas do século XIX, até agora conhecida, da Alemanha – e provavelmente da Europa – está preservada no Leibniz-Institut für Länderkunde.

Colaboraram para esta pesquisa Mariana Newlands e Roberta Zanatta

Bibliografia

CARNEIRO, Edison. O Quilombo dos Palmares, Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 3a ed., 1966

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo Caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002

FONSECA JR, Eduardo. Zumbi dos PalmaresA História do Brasil que não foi contada. Rio de Janeiro: Soc. Yorubana Teológica de Cultura Afro-Brasileira, 1988)

FREITAS, Décio. Palmares, a guerra dos escravos. Porto Alegre: Movimento, 1973

GOMES, Flavio dos Santos. De olho em Zumbi dos Palmares: História, símbolos e memória social. São Paulo: Claro Enigma, 2011

MOURA, Clovis. Dicionário da Escravidão Negra no Brasil / Clovis Moura; assessora de pesquisa Soraya Silva Moura – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004

VASQUEZ, Pedro Karp. Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX, São Paulo: Metalivros, 2000

Outras fontes:

Artigo de  Frank Stephan Kohl: “Collection Alphons Stübel”: um tesouro escondido

Artigo de Fernando Correia da Silva: Zumbi dos Palmares: libertador dos escravos: 1655-1695.

Entrevista Zumbi, um herói cercado de mistério, na Revista História, de novembro de 2009

Portal Brasil

Site Calendarr

Site da Fundação Joaquim Nabuco

Site do Instituto Moreira Salles

Site do Leibniz-Institut für Laenderkunder

 

 

O pintor Antonio Parreiras (20/01/1860, Niterói, RJ – 17/10/1937, Niterói, RJ)

 

A Brasiliana Fotográfica oferece a seus leitores algumas fotos do niteroiense Antonio Parreiras ( 1860 -1937), um dos maiores pintores brasileiros do final do século XIX e das primeiras décadas do século XX.  Foi justamente em um estabelecimento fotográfico, do português Joaquim Insley Pacheco (1830-1912), um dos mais importantes retratistas do século XIX no Brasil e fotógrafo da Casa Imperial, que Parreiras realizou a sua primeira grande mostra artística, em 27 de maio de 1886 (O Paiz, 28 de maio de 1886, na sétima coluna). Não raramente havia uma colaboração próxima entre pintores e fotógrafos: foi justamento no ateliê de um fotógrafo, Félix Nadar (1820-1910), que foi realizada a primeira exposição dos impressionistas em Paris, entre 15 de abril e 15 de maio de 1874. Na época, os pintores impressionistas, dentre eles Claude Monet, Pierre-Auguste Renoir, Camille Pissarro, Alfred Sisley, Paul Cézanne, Berthe Morisot e Edgar Degas eram rejeitados pela crítica.

Antonio Parreiras foi eleito, em 1925, o maior artista do país no Grande Concurso Nacional realizado entre os leitores da revista Fon-Fon (Revista Fon-Fon, 28 de março de 1925). Os segundo e terceiro lugares ficaram para Rodolfo Bernardelli e Baptista da Costa, respectivamente. Em outras categorias, brasileiros ilustres também se destacaram: Epitácio Pessoa, maior estadista; Guiomar Novaes, maior musicista; Coelho Netto, maior escritor; e Leopoldo Froes, maior ator; dentre outros.

Em seu ateliê, que hoje faz parte do Museu Antonio Parreiras, em Niterói, inaugurado em 21 de janeiro de 1942,  mandou esculpir em seu pórtico a epígrafe “Trabalhar é viver”. Segundo o próprio Parreiras, ao longo de uma carreira de cerca de 55 anos, realizou 850 pinturas, das quais 720 em solo brasileiro. Inicialmente, dedica-se à paisagem, mas após uma temporada de cerca de dois anos na Europa, entre 1888 e 1890, começa a se interessar pela figura humana. A partir de 1899, executa painéis em alguns palácios e prédios públicos. O renomado pintor Victor Meirelles (1832-1903) o estimula a pintar cenas históricas para o governo. Dentre elas, destacam-se Morte de Estácio de Sá”, “Prisão de Tiradentes” e “Proclamação da República”. Foi também o decorador do Instituto Nacional de Música e do Conservatório de Belo Horizonte.

Galeria de Antonio Parreiras

 

Link para as fotos de Antonio Parreiras disponíveis na Brasiliana Fotográfica

Cronologia da vida de Antonio Parreiras

 

Anônimo. A. Parreiras, pintor, 1914. Paris, França / Acervo FBN

1860 – Em 20 de janeiro, nascimento de Antonio Diogo da Silva Parreiras, em Niterói. Quando criança estuda no Liceu Tintori e no Colégio Guilherme Briggs.

1875 – Com a morte do pai, começa a trabalhar no comércio.

1878 – Solicita inscrição no curso noturno de desenho da Academia Imperial de Belas Artes.

1881- Casa-se com Quirina Ramalho da Silva. Nessa época, emprega-se como escriturário na Estrada de Ferro de Cantagalo, em Nova Friburgo. Torna-se sócio do sogro em uma sapataria.

1883- Matricula-se novamente como aluno amador na Academia Imperial de Belas Artes e estuda com o paisagista Georg Grimm (1846-1887). Realiza sua primeira pintura a óleo: “Meu primeiro estudo a óleo”. Faz duas exposições: uma em sua casa, em Niterói, e outra na “Casa Moncada”, no Rio de Janeiro.

1884 – Executa com Frederico de Barros e Orestes Coliva a pintura do pano de boca do Teatro Santa Teresa, atual Teatro Municipal João Caetano, em Niterói.

Recebe uma crítica positiva por seus trabalhos expostos em Teresópolis (Gazeta de Notícias, de 15 de dezembro de 1884, na sexta coluna sob o título “Um túmulo no alto da serra de Theresópolis”).

1885 – Devido à proibição de que o professor Grimm ministre suas aulas ao ar livre, abandona a academia com os pintores Joaquim José França Junior (1838-1890), Giovanni Battista Castagneto (1851-1900), Hipólito Caron (1862-1892) e Domingos Garcia y Vasquez (1859-1912). Formam então o Grupo Grimm, que representa uma renovação na pintura da paisagem no Brasil.

Parreiras realiza exposições individuais na loja “A Photografia”, em Niterói, e na “Casa de Wilde” e na “Casa Katele”, no Rio de Janeiro. Seus quadros, “Maruhy Pequeno”, “Um lago em S. Vicente” e “Foz do Icarahy’ são elogiados (O Fluminense, 7 de junho de 1885).

1886 – Em 27 de maio, inaugura sua maior mostra artística, até então, no estabelecimento fotográfico de Joaquim Insley Pacheco, fotógrafo da Casa Imperial, na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro (O Paiz, 28 de maio de 1886, na sétima coluna) e recebe a visita do imperador Dom Pedro II. A exposição rende-lhe uma crítica do colega França Júnior (O Paiz, 1º de junho de 1886, sob o título “O Paisagista Parreiras”, na quinta coluna). O imperador Dom Pedro II compra o quadro “Foz do Icarahy”.

1887 – Encontra-se pela última vez com Georg Grimm, que retorna à Europa, e falece em Palermo, na Itália, em 24 de dezembro.

As obras de Parreiras “A Tarde” e “Efeitos da Tempestade” são adquiridas pela Academia Imperial de Belas Artes, o que possibilita sua primeira viagem à Europa.

É noticiado que será publicado o primeiro livro de versos de Olavo Bilac, “Via-Láctea”, e que trará na capa um desenho de Parreiras (Novidades, 27 de março de 1887)A Semana, de 18 de junho de 1887 , traz uma matéria elogiosa à carreira do pintor.

1888- Em 27 de janeiro, uma nova exposição na Casa Insley Pacheco, na Rua do Ouvidor, é inaugurada com 22 estudos de paisagem. Duas foram adquiridas pela própria princesa Isabel: “Ocaso no Arraial” e “Aldeia do Pontal” ( O Paiz, 29 de janeiro de 1888, sob o título “Noticiário”).

Viaja para a Itália (Revista Illustrada, 10 de março de 1888, terceira coluna, última notícia) e durante dois anos freqüenta a Academia de Belas Artes de Veneza, tornando-se discípulo de Filippo Carcano (1840-1910).

Em 17 de março, é publicado na Pacotilha, uma poesia de Rodrigo Otávio dedicada a Parreiras. Expõe, com sucesso, um quadro que retrata um campo romano, no Salão Permanente de Belas Artes em Veneza.

É noticiado que uma fotografia da referida obra seria exposta em breve na galeria Leite Ribeiro, na rua do Ouvidor (Gazeta de Notícias, 19 de agosto de 1888, na sexta coluna).

Um artigo da Gazeta de Notícias elogia fotografias de obras de Parreiras, que se encontra em Veneza, e cita críticas favoráveis ao artista feitas por jornais italianos (Gazeta de Notícias, 27 de dezembro de 1888).

1889 – Com sucesso, Antonio Parreiras faz uma exposição nos salões do sr. Narciso e Artur Napoleão (Gazeta de Notícias, 20 de fevereiro de 1889, na sétima coluna, e Gazeta de Notícias, de 24 de fevereiro de 1889, quarta coluna), que foi visitada pelo conde d´Eu, marido da princesa Isabel (Gazeta de Notícias, 10 de março de 1889, última notícia da terceira coluna).

1890 – Retorna ao Brasil e é nomeado professor interino na cadeira de Paisagem na Academia de Belas Artes (Novidades, 7 de junho de 1890, sexta coluna, última notícia).

Ganha uma medalha de ouro na Exposição Geral de Belas Artes (Cidade do Rio, 10 de outubro de 1890, quarta coluna, última notícia).

1891- Rompe com a Academia Imperial de Belas Artes, quando a cadeira de Paisagem é extinta, devido à reforma curricular proposta por Rodolfo Bernardelli (1852-1931) e Rodolfo Amoedo (1857-1941). Escreve sobre sua demissão e é apoiado (Novidades, 27 de janeiro de 1891 e Novidades, 30 de janeiro de 1891). O nome da instituição é alterado para Escola Nacional de Belas Artes – Enba.

Parreiras vai para Teresópolis e funda a Escola de Pintura ao Ar Livre, seguindo os ensinamentos de Grimm.

1893 – Em seu ateliê, exposição da pintura “Panorama de Niterói”.

Realiza uma exposição com os discípulos com o qual formou a Escola de Pintura ao Ar Livre, no salão da Cidade do Rio (Cidade do Rio, 5 de fevereiro de 1893, na quarta coluna).

Em junho, realiza no Salão do Banco União, sua primeira exposição em São Paulo, um grande sucesso de vendas, público e crítica (Cidade do Rio, 19 de junho de 1893, primeira coluna).

Conhece o engenheiro e arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851-1928), de quem encomenda o projeto de sua residência, atualmente, parte do Museu Antônio Parreiras.

1894 –  O general Argollo, comandante-chefe da guarnição de Niterói  visita o ateliê de Parreiras e admira o quadro “Viva a República!”, que retrata a esquadra legal, no dia 13 de março de 1894, durante a Revolta da Armada (O Paiz, 6 de abril de 1894).

Parreira termina o segundo quadro de sua autoria sobre a Revolta da Armada, “Bons dias a Villegaignon” ( O Paiz, 19 de abril de 1894, na primeira coluna).

“Panorama de Niterói”, “Paisagem” e “Noite” são apresentadas no Pavilhão Brasileiro da Exposição Universal de Chicago ( O Paiz, 11 de janeiro de 1895, penúltima notícia da quinta coluna).

No dia 24 de novembro, nascimento de seu filho e pupilo, Dakir.

1894-1895 – Torna-se correspondente do Estado de São Paulo e escreve textos críticos sobre diversos pintores e sobre a reforma de ensino da Escola Nacional de Belas Artes.

1896 – Após dois anos, termina a pintura “Sertanejas” (O Paiz, 22 de setembro de 1896, na quinta coluna) e faz uma exposição com seus alunos Alberto Silva, Cândido de Souza Campos e Álvaro Castanheda no Pavilhão da Lapa, dedicada a Georg Grimm. A mostra é um sucesso e no seu catálogo constam poesias e textos de Olavo Bilac (1865-1918) e Coelho Neto (184-1934), dentre outros. Crítica de Oscar Guanabarino ( O Paiz, 6 de novembro de 1896).

1903- Realiza uma exposição de trabalhos de suas alunas, que frequentavam um curso feminino de pintura que criou em seu ateliê no ano anterior ( O Fluminense, 11 de janeiro de 1903).

1905- Contratado pelo governador do Pará, Augusto Montenegro, Parreiras visita Belém para executar “A conquista do Amazonas”( O Paiz, 6 de junho de 1905, na terceira coluna e O Paiz, 13 de julho de 1905, segunda coluna).

Contrai malária.

1906- Em fevereiro, segunda viagem à Europa. Permanece em Lisboa por cerca de um mês, onde conhece o pintor José Malhôa (1855-1933). Segue para Paris, onde instala seu ateliê na rue Boissonade, 30 (O Paiz, 19 de junho de 1906). Posteriormente, transfere seu ateliê para a Rue Le Goff e, depois, para a Rue Val de Grace, 6, que mantém até 1922.

1907 – Retorna ao Brasil ( O Paiz, 8 de julho de 1907, terceira coluna).

1908 – Vai para Belém (Gazeta de Notícias, 3 de janeiro de 1908) e, de lá, com seu filho Dakir e sobrinho Edgard, segue pra Paris, onde os inicia na pintura.

1909-  Sua pintura de nu, “Fantasia”, é muito elogiada pela imprensa parisiense e é noticiada sua iminente volta ao Brasil (Gazeta de Notícias, 21 de junho de 1909, sob o título “Notas e Notícias). Devido ao sucesso da obra, torna-se associado da Societé Nationale de Beaux Arts et Lettres de Paris (Gazeta de Notícias, 21 de junho de 1909, na última coluna).

Retorna ao Brasil (Gazeta de Notícias, 5 de julho de 1909, sob o título “Notas e Notícias”).

Década de 10 – Vai várias vezes a Paris, onde tem um ateliê.

1910 – Inscreve no Salon de la Societé Nationale de Beaux Arts a pintura “Frineia”. Apresenta posteriormente “Dolorida” (1910), “Flor Brasileira”(1913), “Nonchalance”(1914), e “Modelo em Repouso”(1920).

1911 – Seu sobrinho, Edgard, volta de Paris.

Parreiras participa da exposição de Turim (O Paiz, 22 de junho de 1911).

Com a presença do presidente da República, marechal Hermes da Fonseca, inauguração da exposição do quadro “Morte de Estácio de Sá”, no edifício da Associação dos Empregados do Comércio (O Paiz, 2 de julho de 1911). Crítica à exposição de Parreiras (O Paiz, 31 de agosto de 1911, na segunda coluna).

1915 – Na Escola de Belas Artes, exposição de Antônio Parreiras, e de seu filho, Dakir (Revista da Semana, 27 de fevereiro de 1915).

Década de 20 – Prossegue na realização de pinturas históricas, mas é menor o número de paisagens.

1922 – Após a morte de sua primeira esposa, Parreiras casa-se com Laurence Palmire Martignet e retorna ao Brasil. Laurence foi a guardiã da obra de Parreiras.

1927 – Notícia sobre a publicação de seu livro de memórias, “História de um pintor contada por ele mesmo”, que o conduziu à Academia Fluminense de Letras (Revista da Semana, de 8 de janeiro de 1927, na seção “Novos Livros”).

1936 – Parreiras realiza com dificuldades, pois já estava doente e debilitado, a sua última grande obra, o tríptico “Fundação da Cidade do Rio de Janeiro”, encomendado pelo prefeito Pedro Ernesto (1884-1942).

1937 – Suas últimas telas são “A Tarde” e “O Fogo”.

Em 17 de outubro, falece, em Niterói (Correio da Manhã, de 19 de outubro de 1937).

1942- Inauguração, em 21 de janeiro, do Museu Antonio Parreiras, em Niterói. Instituído pelo Decreto-Lei nº 219, de 24 de janeiro de 1941, foi o primeiro museu brasileiro dedicado a um só artista (O Fluminense, de 22 de janeiro de 1942). O conjunto arquitetônico e paisagístico é tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional.

 

Bibliografia

NASCIMENTO, Ana Paula; TARASANTCHI, Ruth Sprung. Família Parreiras: Antonio, Edgar e Dakir. José Oswaldo de Paula Santos e Fundação Maria Luisa e Oscar Americano (Apresentação); Ana Paula Nascimento e Ruth Sprung Tarasantchi (Curadoria). São Paulo: SOCIARTE, 2013. 100p.:il.

PARREIRAS, Antonio. História de um pintor contada por ele mesmo. Brasil-França/1881-1939. 3.ed. Niterói (RJ): Niterói Livros, 1999. (1.ed.1926)

PONTUAL, Roberto. Dicionário de Artes Plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.

Outras fontes:

Site da Associação Brasileira dos Críticos de Arte

Site do Museu Antônio Parreiras

Enciclopédia Itau Cultural