Marc Ferrez e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional em 1882

O fotógrafo Marc Ferrez (1843 – 1923), brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX, produziu uma série de registros de objetos e aspectos da vida indígena durante a Exposição Antropológica Brasileira, inaugurada em 29 de julho de 1882, no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Além disso, algumas fotografias de sua autoria, realizadas quando ele integrou a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878)*, chefiada pelo geólogo canadense Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), foram expostas. A mostra durou três meses e teve muito sucesso, com um público de mais de mil visitantes. O diretor e o vice-diretor da Terceira Seção do Museu Nacional, dedicada às ciências físicas e mineralogia, geologia e paleontologia geral, eram o geólogo e geógrafo norte-americano Orville Adalbert Derby (1851 – 1915) e o engenheiro Francisco José de Freitas, respectivamente. Eles haviam sido companheiros de Ferrez na Comissão Geológica do Império.

Acessando o link para as fotografias de objetos e aspectos da vida indígena de Marc Ferrez na Exposição Antropológica Brasileira de 1882 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. 

 

A Exposição Antropológica Brasileira de 1882

 

A Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional, um dos eventos científicos mais importantes do Brasil no século XIX, foi inaugurada em 29 de julho de 1882, dia em que a princesa Isabel (1846 – 1921) estava completando 36 anos. Feriado nacional, a data era comemorada em todo o império. No Rio de Janeiro, fogos de artifício e música de bandas militares festejavam o evento. Os mais proeminentes representantes da sociedade carioca estavam presentes à inauguração da mostra. Um pequeno grupo de índios Botocudos do Espírito Santo e de índios Xerente de Minas Gerais também estavam na grande abertura – eles haviam sido trazidos para o Rio de Janeiro e permaneceriam no museu durante o período da exibição. O imperador d. Pedro II (1825 – 1891) visitou a exposição no dia 31 de julho (Gazeta de Notícias, 30 de julho de 1882, última coluna e Gazeta de Notícias, 1º de agosto de 1882, quinta coluna). Foi encerrada em 29 de outubro de 1882 (Gazeta de Notícias, 28 de outubro de 1882, sétima coluna).

Seu grande idealizador foi o botânico alagoano Ladislau de Souza e Mello Netto (1838 – 1894),  responsável pela reforma do Museu Nacional, proposta por ele em 1872 e efetivada em 1876. Algumas de suas iniciativas foram a criação de uma Seção de Geologia, de uma Seção de Antropologia, e do Laboratório de Fisiologia Experimental do museu. Dirigiu a instituição entre 1874 e 1893. Foi ele o orador do discurso de abertura da Exposição Antropológica:

Este é o certame mais nacional que as ciências e as letras poderiam congratuladas imaginar e realizar no fito de soerguer o Império do Brasil ao nível de intelectualidade universal, na máxima altura a que pôde ela atingir além do Atlântico e nas extremas luminosas do continente americano. E coube ao Museu Nacional a imensa glória de havê-lo empreendido e efetuá-lo como esplendente e pujante fecho de seu último decênio de ininterruptos ainda que às vezes amargurados laboros…’ (Gazeta de Notícias, 30 de julho de 1882, primeira coluna).

A exposição contava com 8 salas especialmente redecoradas para o evento. Seus nomes homenageavam personalidades importantes da história do Brasil: o cronista português Pedro Vaz de Caminha (1450 – 1500), o naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira (1756 – 1815), também português; os missionários dos séculos XVI e XVII – o padre jesuíta espanhol José de Anchieta (1534 – 1597) e o pastor francês Jean de Léry (153? – 161?) – , o português Gabriel Soares (1540 – 1590), autor do “Tratado descritivo do Brasil” (1587); além dos cientistas contemporâneos – o alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794 – 1868), o canadense Charles Frederick Hartt (1840 – 1878) e o dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801 – 1880).

1 – A sala Vaz de Caminha, etnográfica, expunha arcos, flechas, lanças, remos, sararacas e ralos de diversas tribos indígenas do Brasil.

2 – A sala Rodrigues Ferreira, etnográfica, expunha coleções compostas de instrumentos de guerra, de caça, de pesca e de música, constituídas não só por artefatos pertencentes ao Museu Nacional, mas também por muitos de propriedade particular, sendo a mais bela, e a maior parte deles do gabinete de S. M. o Imperador. Uma das fotografias de Ferrez disponível na Brasiliana Fotográfica foi produzida nessa sala.

 

 

3 – Sala Lery, arqueológica, continha boa parte de fragmentos de louça antiga do Amazonas exumadas por Ladislau Netto, Orville Adalbert Derby, Ferreira Penna e Rhome, e dos sambaquis do sul retirados pelo professor Hartt, engenheiro Freitas e dr. Galvão e outros exploradores.

4 – Sala Hartt, arqueológica, foi ocupada por produtos cerâmicos antigos e encerrava as coleções organizadas por Ladislau Netto, Orville Adalbert Derby, engenheiro Gonçalves Tocantins e especialmente pelo correspondente do Museu Nacional Domingos Soares Ferreira Penna, além de alguns vasos exumados pelo dr. José Lustosa da Cunha Paranaguá, e de outros expostos pelos Museus Paraense e Paranaense e pelo Instituto Arqueológico Alagoano.

5 – Sala Lund, antropológica, continha esqueletos e crânios de indígenas  Tembés e Turiuaras exumados por Ladislau Netto das margens do rio Capim, provincia do Pará ; três esqueletos expostos pelo dr. Duarte Paranhos Schutel ; grande número de crânios de diversas tribos de Botocudos; muitos ossos retirados dos sambaquis da província de Santa Catarina ; e fotografias de Botocudos tiradas pela Comissão Geológica* dirigida pelo professor Charles Frederick Hartt (1840 – 1878). As referidas fotografias estão no ítem 113 da listagem de objetos expostos nesta sala.

6 – Sala Martius, antropológica e arqueológica, expunha esteiras, jamachis ou uaturá¡s, pacarás, panacarys, urupembas e alguns produtos cerâmicos modernos do Amazonas, do Rio Francisco (Alagoas) e do Paraná, e as coleções cerâmicas do Peru e da Guiana Holandesa, de propriedade estas de S.M. , o Imperador Pedro II.

7 – Sala Gabriel Soares, antropológica e arqueológica, expunha produtos da arte plumária brasileira, adornos, tecidos e vestes de muitas tribos do Brasil, além das coleções arqueolíticas do Museu Nacional, de Amália Machado Cavalcanti de Albuquerque e dos senhores  Joaquim Monteiro Caminhoá (1836 – 1896), João Barbosa Rodrigues (1842 – 1909) e Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915).

8 – Sala Anchieta, etnográfica, expunha obras relativas à língua tupi ou guarani, quase todas pertencentes à Biblioteca Nacional, livros sobre etnografia americana; quadros a óleo representando tipos de diversas tribos brasileiras, fotografias, gravuras, cromolitografias, litografias, aquarelas pertencentes a S.M., o Imperador, ao Museu Nacional e à Biblioteca Nacional.

Cerca de um ano após a realização da exposição, foi publicada a Revista da Exposição Antropológica de 1882, prefaciada por Ladislau Netto. Trazia notas biográficas de Ladislau Neto, de João Batista de Lacerda (1846 – 1915), de Charles Frederick Hartt (1840 – 1878) e diversos artigos e ilustrações sobre os indígenas brasileiros.

Link para o Guia da Exposição Antropológica Brasileira realizada pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro, produzido pela Tipografia de George Leuzinger & Filhos

 

 

*Um pouco da história da Comissão Geológica do Império (1875 – 1878), de seu chefe, Charles Frederick Hartt (1840 – 1878) e da participação de Marc Ferrez (1843 – 1923) como fotógrafo da expedição

Em 1874, Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), realizou uma expedição científica ao Brasil, durante a qual convenceu as autoridades brasileiras da importância da elaboração de um mapa geológico do Império. Antes, Hartt havia vindo ao Brasil 4 vezes: como membro da Expedição Thayer (1865-1866), chefiada pelo suíço Louis Agassiz (1807 – 1873), de quem havia sido aluno no Museu de Zoologia Comparada, em Harvard; de maneira independente (1867) e nas Expedições Morgan (1870 e 1871).

Além de ter obtido sucesso em seu pleito junto ao Governo Imperial, Hartt conseguiu criar a Comissão Geológica do Império, pelo Aviso de 30/04/1875. Como a comissão estaria ligada ao Ministério da Agricultura, o desenvolvimento das atividades agrícolas e mineradoras a partir do conhecimento que a geologia propiciaria foi um argumento decisivo para sua criação. Foi convidado para chefiá-la e foram nomeados como seus assistentes Orville Adalbert Derby (1851 – 1915), Richard Rathbun (1852-1918), geólogo da Universidade de Cornell – que chegaram ao Brasil em fins de 1875; John Casper Branner (1850-1922), do Departamento de Botânica e Geologia da Universidade de Indiana; e os brasileiros Elias Fausto Pacheco Jordão (1849 – 1901), que havia se doutorado em 1874 em engenharia civil na Universidade de Cornell, e Francisco José de Freitas, assistente geral e tradutor. Integraram, também, o corpo técnico da comissão os geólogos Luther Wagoner, substituto de Elias Jordão, em 1876, que foi substituído por Frank Carpenter; o naturalista Herbert Huntington Smith (1851-1919), e o fotógrafo Marc Ferrez (1843-1923). Segundo Gilberto Ferrez, foi durante as viagens que fez com a Comissão Geológica que Marc Ferrez contraiu uma doença no fígado, da qual nunca se curou.

Segundo Sérgio Burgi, já com pleno domínio de sua virtuosidade técnica, Ferrez realizou para a comissão um primoroso trabalho documental e paisagístico:

‘…Seu domínio da luz, sua precisão na escolha do ponto de vista, sempre buscam ressaltar os aspectos mais formais e abstratos da cena sendo registrada. É igualmente importante ressaltar que em diversas imagens realizadas por Ferrez, sempre o elemento humano participa de maneira discreta porém marcante, conferindo escala ao aos cenários naturais e urbanos, e principalmente nos convidando a percorrer a imagem em todas as suas dimensões…Os trabalhos realizados em Paulo Affonso, Pernambuco, Recôncavo Baiano, Abrolhos e sul da Bahia representam um grande esforço documental e registram, além dos aspectos mais claramente geológico, paisagens naturais e vistas urbanas de grandes cidades e pequenas povoações daquela s regiões, além de elementos antropológicos e etnográficos, como a série dos índios botocudos…essas imagens também foram utilizadas para ilustrar  a conferência do professor Charles Frederick Hartt durante a IV Exposição Nacional, no Rio de Janeiro…Da mesma maneira, diversas imagens fizeram parte da Exposição Universal da Filadélfia, EUA, em 1876, que contou com a presença de d. PedroII…’ 

A Comissão percorreu os atuais estados de Alagoas, Bahia, Fernando de Noronha, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe, e parte da região amazônica nessa importante missão científica realizada no Brasil sob os auspícios do governo imperial, que gerou a primeira grande representação fotográfica de diversas regiões do território brasileiro. Seu fim foi decretado em 1º de julho de 1877.  Segundo Rathbun, o fato aconteceu devido a motivos econômicos e a discordâncias em torno do volume e do valor do trabalho realizado até ali pela comissão. Porém Hartt conseguiu seis meses de prorrogação nos trabalhos. No início de janeiro, com a formação do novo gabinete liberal, sob o comando do primeiro-ministro João Lins Vieira de Cansanção, o visconde de Sininbu (1810 – 1906), que também era ministro da Agricultura; e com a morte de Hartt, ela foi definitivamente extinta. Segundo Hartt, em junho de 1877,  as coleções zoológicas, geológicas e etnográficas feitas pela Comissão Geológica possuíam cerca de 500 mil espécimes.

Hartt foi contratado como naturalista-viajante do  Museu Nacional do Rio de Janeiro, por volta de 1874. Em 1876, assumiu a Seção de Geologia, criada pela reforma de Lasdilau Netto, onde reorganizou as coleções e preparou a mostra mineralógica brasileira apresentada na Exposição Universal de Filadélfia de 1876. Faleceu em 18 de março de 1878, um domingo, no Rio de Janeiro, de febre amarela, em sua casa no número 44 da rua da Princesa, atual Correia Dutra, no Flamengo (Gazeta de Notícias, 19 de março de 1878, penúltima coluna, e Jornal do Commercio, 14 de abril de 1878, sexta coluna). Morreu sem sua família porque  sua mulher, Lucy Lynde Hartt,  havia voltado com os dois filhos do casal para Buffalo, nos Estados Unidos, em dezembro de 1876  – não suportou os períodos de solidão, os mosquitos, as doenças e os desconfortos do Rio de Janeiro. Hartt foi enterrado no cemitério de São Francisco Xavier mas, a pedido de sua esposa,  seu corpo foi transladado para os Estados Unidos, em 1883.

Suas coleções foram colocadas sob a guarda do Museu Nacional do Rio de Janeiro, única instituição da época capaz de receber intelectual e fisicamente todo o trabalho da Comissão Geológica.

 

 

Pequena cronologia da participação de Marc Ferrez nos trabalhos da Comissão Geológica do Império

1875 – Ferrez começou a trabalhar como fotógrafo da Comissão Geológica do Império, chefiada pelo norte-americano Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), que se tornaria diretor da Seção de Geologia do Museu Nacional em 1876. Percorreu os atuais estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e parte da região amazônica numa importante missão científica realizada no Brasil sob os auspícios do governo imperial, que gerou a primeira grande representação fotográfica de diversas regiões do território brasileiro.

Marc Ferrez e outros membros da Comissão Geológica do Império embarcaram no paquete Parácom destino a Pernambuco (Jornal do Commercio, 10 de julho de 1875, na segunda coluna). Ele, Elias Fausto Pacheco Jordão, Francisco José de Freitas e Charles Frederick Hartt, todos membros da Comissão, agradeceram, publicamente, ao “digno comissário” J. Feliciano Gomes, que os recebeu no navio (Jornal do Recife, 26 de julho de 1875, na quarta coluna).

Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.

Foi publicado o relatório preliminar dos trabalhos da Comissão Geológica na província de Pernambuco, de autoria de Hartt. Ferrez foi mencionado (Diário de Pernambuco, 25 de novembro de 1875, na primeira coluna).

Na residência do inspetor do arsenal de Marinha, em Recife, o chefe da Comissão Geológica do Império, Charles Frederick Hartt, fez uma conferência sobre os arrecifes e outros aspectos de Pernambuco como o cabo de Santo Agostinho, praias, o rio São Francisco e a cachoeira de Paulo Afonso, ilustrados com fotografias de Marc Ferrez (Diário do Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1875, nas quinta e sexta coluna, sob o título “Norte do Império”).

Ferrez  apresentou na Exposição de Obras Públicas, evento paralelo à IV Exposição Nacional, dois álbuns com imagens dos recifes de Pernambuco, do baixo São Francisco e da cachoeira de Paulo Afonso, além de registros de corais e madrepérolas. As imagens produzidas durante a viagem da Comissão Geológica foram projetadas por Ferrez durante uma conferência do professor Hartt (O Globo, 4 de janeiro de 1876, na penúltima coluna).

1876 -  Apresentou na Exposição Universal da Filadélfia, aberta em 10 de maio, panoramas do Rio de Janeiro e fotografias realizadas para a Comissão Geográfica do Império, tendo sido premiado com uma medalha de ouro. O New York Commercial Advertiser, de 29 de maio de 1876, publicou um artigo que informava que “riquíssimas fotografias da exploração geológica a cargo do professor Hartt” haviam sido apresentadas pelo Brasil na exposição.

Foi publicada uma fotografia de autoria de Ferrez da cachoeira de Paulo Afonso na Revista Ilustração Brasileira, 1ºde agosto de 1876, acompanhada por um texto de Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), chefe da Comissão Geológica do Império. Na mesma edição, publicação de matéria sobre a Comissão Geológica do Império.

Foi noticiado que Ferrez havia chegado do sul da Bahia com o geólogo Richard Rathbum, também ajudante da Comissão Geológica, com diversas fotografias dos índios botocudos, dentre outras (Revista Ilustração Brasileira, 1º de novembro de 1876, na última coluna).

1878 – No Almanak Laemmert de 1878, Ferrez foi identificado como fotógrafo da Marinha Imperial e da Comissão Geológica. Seu estabelecimento ficava na rua São José, 88 com depósito na rua do Ouvidor, 55.

Foi noticiada a morte de Charles Frederick Hartt, que havia sido o chefe da Comissão Geológica do Império. Ferrez foi mencionado (A Boa Nova, 24 de abril de 1878, na terceira coluna).

1879 -  Em inglês, foram publicados anúncios das fotografias de Ferrez no jornal Rio News de 5 de agosto, de 15 de setembro15 de outubro5 de novembro, mencionando que ele havia recebido uma medalha na Exposição da Filadélfia e que havia sido fotógrafo da Comissão Geológica do Império. Os anúncios seguiram sendo publicados em 1880 e 1881.

 

 

Andrea C. T. Wanderley

Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica

 

Fontes:

ANDERMANN, Jens. Espetáculos da diferença: a Exposição Antropológica Brasileira de 1882. Topoi. Revista de História Volume 5, Número 9 | Julho – Dezembro 2004.

Charles F. Hartt e a Comissão Geológica do Império (Youtube)

Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930) Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz

Dictionary of Canadian Biography

FREITAS, Marcus Vinícius. Hartt: expedições pelo Brasil Imperial 1870 – 1878, 2001. São Paulo: Metalivros

Guia da Exposição Antropológica Brasileira realizada pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro, produzido pela Tipografia de George Leuzinger & Filhos

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

SANJAD, Nelson. Charles Frederick Hartt e a institucionalização das ciências naturais no Brasil, maio/agosto de 2004. Rio de Janeiro: História, Ciências, Saúde-Manguinhos, volume 11, nº2

Site da BBC

Site do Museu Nacional