A fundação do Recife

A Brasiliana Fotográfica homenageia a mais antiga capital dos estados brasileiros. Terra antes habitada por tapuias e depois por tupis, Recife foi fundada em 12 de março de 1537. O português Duarte Coelho Pereira (c. 1480-1554), que havia iniciado a povoação de Pernambuco em 1536 – um ano após receber a doação da Capitania de Pernambuco do rei dom João III, de Portugal – referiu-se à cidade como “Ribeira de Mar dos Arrecifes dos Navios” em Carta de Foral então concedida à Câmara de Olinda.

O portal fez uma seleção de registros de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses produzidos por Augusto Stahl (1828 – 1877), Francisco du Bocage (18?-1919), Guilherme Gaensly (1843 – 1928) , João Ferreira Villela (18?-1901), Marc Ferrez (1843 – 1923) e Moritz Lamberg (18?-19?).

Acessando o link para as fotografias do Recife disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar e verificar todos os dados referentes a elas.

A cidade enfrentou um período de ocupação holandesa (1630-1645) cuja herança ainda hoje se faz presente. Sob o comando da Companhia das Índias Ocidentais, representada pelo conde Mauricio de Nassau (1604-1679), Recife tornou-se a capital do Brasil holandês. Amante das artes, Nassau tinha na sua equipe grandes artistas, como Franz Post (1612-1680) e Albert Eckhout (1610-1666), pioneiros na documentação visual da paisagem brasileira e do cotidiano dos seus habitantes.

Imediatamente após o anúncio do primeiro processo fotográfico patenteado – o daguerreótipo, na França – um navio-escola saído daquele país, trazendo entre seus tripulantes o padre Louis Comte com seu exemplar dessa nova e revolucionária invenção, tocou o continente americano através do porto do Recife.

E mais à frente, quando as imagens originalmente obtidas em fotografia começaram a ser transcritas na imprensa ilustrada, Recife estava na vanguarda, mais uma vez. A partir de meados do século XIX, vários fotógrafos estabeleceram-se ou passaram pelo Recife, o que tornou a cidade referência inescapável na história da fotografia no Brasil.

A Veneza brasileira, localizada às bordas do rio Capibaribe junto ao oceano, com sua geografia, seus mangues, suas pontes e construções marcantes, visceralmente conectada a Olinda, segue sendo um dos cartões postais do Brasil.

 

Brasaorecife

Brasão do Recife

 

 Galeria do Recife

 

 

6 pensamentos sobre “A fundação do Recife

  • 12 de março de 2016 em 11:57
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    Amei a homenagem ao Recife. Belas fotos e bom texto.
    “Sou do Recife com orgulho e com saudade.”

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  • Pingback: Para quem gosta de fotos antigas do Recife | Cidades Online

  • 14 de março de 2016 em 04:50
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    Imagens apenas divulgadas como destaque em um portal não se prestem eventualmente como referência formal daquilo que mostram. Receio, porém, que os equívocos aqui encontrados reflitam displicência na transcrição dos dados do acervo ou, o que seria pior, catalogação de dados equivocados.

    Na mostra de 36 fotos que apresentam o Recife – de meados do século XIX ao início do século XX – a rua Nova é identificada como 1º de Março e vice-versa (numa escolha curiosa, porque esta última, por ocasião da foto, tinha outra denominação, embora o anacronismo seja o de menos). Mais adiante, a igreja do Livramento, corretamente identificada junto com seu largo em uma foto, em outra é ganha como legenda ‘igreja da Madalena’.

    Dito isso, excelente seleção de imagens, o que não é surpresa dada a preciosidade dos acervos do IMS e da Biblioteca Nacional.

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    • 14 de março de 2016 em 10:15
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      Prezado Flavio, a Brasiliana Fotográfica agradece sua colaboração e fará as alterações.

      Responder
  • Pingback: Brasiliana Fotográfica | “Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios”, por Pedro Vasquez | blogdabn

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